Às voltas na cama,
Há uma voz que me chama.
Esta voz ensurdecedora,
Da minha mente absorvedora,
Não me deixa em paz.
Tento dormir,
Deixar de a ouvir,
Mas quando anoitece
E isto acontece,
O que se faz?
Aconchego-me e penso em ti.
Não ajuda.
Nada muda.
"Vou esquecer", prometi.
Mais valia ficar calada,
Pois não muda nada!
Concentro-me então no silêncio.
Não tenho nada a perder.
Eis que a voz silencio
E a paz vivencio
Para, enfim, adormecer.
P.A.
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