quarta-feira, 16 de junho de 2010

Adormecer


Às voltas na cama,
Há uma voz que me chama.
Esta voz ensurdecedora,
Da minha mente absorvedora,
Não me deixa em paz.

Tento dormir,
Deixar de a ouvir,
Mas quando anoitece
E isto acontece,
O que se faz?

Aconchego-me e penso em ti.
Não ajuda.
Nada muda.
"Vou esquecer", prometi.
Mais valia ficar calada,
Pois não muda nada!

Concentro-me então no silêncio.
Não tenho nada a perder.

Eis que a voz silencio
E a paz vivencio
Para, enfim, adormecer.



P.A.

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